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BRASIL, Sudeste, SAO JOAO DEL REI, CENTRO, Homem, de 26 a 35 anos, Animais, Livros



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    Blog do Repúdio
     


    Chocolate com recheio de drama

    Li hoje num site que pessoas podem viciar em chocolate e se tornar chocólatras. Lá tem explicações do ponto de vista médico e psicológico. Não posso julgar nada por enquanto porque na página tem essas explicações para tal vício de uma maneira muito amadora e que não me convenceram. Vou ainda pesquisar com calma qualquer dia que eu não tiver nada melhor ou mais importante pra fazer. Sendo verdade ou não, o que me irrita é a cara que muita gente faz pra falar que é viciado em chocolate. Meninas então são dramáticas ao extremo. Sempre fazem uma carinha de coitadinhas e desprotegidas. Ao mesmo tempo acho que elas esperam que a gente se surpreenda diante da declaração que lá no fundo é uma baita vontade de se mostrar: eu sou chocólatra! Eu tenho vontade de dar uma surra! Sempre apertam os olhinhos e fazem carinha de carência quando falam isso. Outro dia, uma aluna me contou sobre uma amiga que quando não comia chocolate passava mal. Tinha tremores, ficava pálida e suando. É falta de surra! Será que já existem clínicas de recuperação de chocólatras atendidos pelo SUS? As fábricas de chocolates vão ter que indenizar os que se dizem chocólatras? Eu acho que essas pessoas são mais exibicionistas que chocólatras. É o chocolate com recheio de drama! Se esse vício for real e independente da ajuda das depressões e ansiedades que despertam a vontade de comer o produto, seria bom não fazer draminha nem a maldita carinha de inocente carente pra falar que é chocólatra! Coisa chata!


    Escrito por userID: 498215236395firstName: às 21h00
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    O Drops tem suas razões

    É muito comum eu estar passeando com o Drops, meu cachorro, e alguém chega e diz: cachorro fica do lado esquerdo. Tá bom, se existe isso na regra de adestramento, tudo bem. Mas meu cachorro não! Ele fica onde ele quiser. Na verdade é ele quem me leva pra passear porque ele vai na frente indicando onde quer ir. O coitado fica em casa cochilando o tempo todo e na hora de ele se divertir eu vou ficar ditando regras? Não mesmo! Se ele anda em zigue-zague ou de uma hora pra outra ele para bruscamente pra voltar em algum ponto da rua pra farejar o chão, ele sabe muito bem o que está fazendo. Apesar de ele precisar de mim pra sair, o passeio é um momento dele e eu deixo que ele faça tudo do jeito dele. Levo sacolinha pra catar a sujeirinha, coisa que nem sou obrigado a fazer já que não existe lei pra isso na minha cidade, fico de olho pra que ele não ache porcaria no chão pra comer. E só. O resto é com ele. E quem se incomodar com isso que pare de observar nosso passeio! Isso é muita invasão. Vou começar a corrigir pessoas na rua também. À partir de agora vou falar que não pode olhar pra trás pra ver bunda de mulher! É errado também olhar pra qualquer pessoa "interessante" (conheço uma penca de viado que adora falar "interessante" e isso me causa um sentimento power de repúdio!). Vou continuar deixando o Drops curtir ao máximo o momento rua dele.


    Escrito por userID: 498215236395firstName: às 20h33
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    Eu não sou. Eu estou.

    É muito difícil ser diferente. Os adolescentes se acham diferentes e modernos em tudo. Mas acho que eles não percebem que copiam tudo um do outro perdendo assim todo seu diferencial. Usam a mesma marca e tipo de roupa, mesmas mochilas, mp3 players, acessórios da moda (moda é repudiante demais!), mesmas gírias e assim vai. Eles são os diferentes mais iguais que eu já vi! Sei que é necessário viver plenamente essa fase da vida mas quando lembro da minha adolescência me sinto um idiota completo. Eu acreditava ser maduro e diferente. Hoje sou adulto e não estou preocupado se sou ou não diferente. Fico me perguntando o que eu iria ganhar sendo diferente. Só pra ser mais popular? Pra ser chamado de muito doido, de peça, figura... Acho um lucro muito baixo. É bem mais fácil procurar ser eu mesmo. Maduro ainda não tenho certeza de ser. Se bem que acho que ninguém é maduro. A gente vai amadurecendo ao longo da vida mas sempre morre antes de chegar à maturidade. Também não sei se existe plena maturidade. O mais certo é que a gente não é nada. Sempre estamos alguma coisa. Eu não sou jovem. Eu estou jovem. Então, corrigindo minha definição de adolescentes, eles ESTÃO os diferentes mais iguais que eu já vi!


    Escrito por userID: 498215236395firstName: às 20h20
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    Quase tive um infarto de tanta raiva quando li algumas notícias de hoje no jornal. Eu acho que o MST é um movimento formado por vândalos, que tem dinheiro pra viajar pelo país todo, mandar fazer roupinhas personalizadas, bonés personalizados, bandeiras... e não passam fome (ainda bem)! E com isso tudo acham que tem o direito de depredar prédios públicos e particulares, bloquear estradas e principalmente invadir terra alheia. Já pensou se todo brasileiro que precisa de alguma coisa começar a fazer movimentos e sair por aí sacaneando e prejudicando outras pessoas? Movimento dos sem celular, movimento dos sem água encanada, movimento dos sem asfalto... Imagine só se os componentes do movimento dos sem asfalto resolverem arrancar o asfalto de avenidas e estradas. Seria essa a melhor forma de conseguir o que precisam? Por que o povo do MST não fica lá perturbando só a turma de Brasília, que são pessoas muito ocupadas e políticos nas horas vagas? Por que o João, dono de uma terra que conseguiu comprar com esforço próprio, tem que ser vítima dessas pessoas se não cabe a ele fazer a reforma agrária? E pior ainda é o governo que parece ter um enorme respeito por esse bando de arruaceiros. Se eu entrasse no palácio do governo igual a um doido quebrando tudo e exigindo uma casa própria ou qualquer outra coisa eu seria preso na hora! Mas eles, não. Eles podem fazer tudo do jeito que bem entenderem. E, no mesmo jornal, tive que ler a notícia do aumento da verba de gabinete dos deputados. Pra aumentar o salário das pessoas que trabalham de verdade é uma novela mas o deles, que trabalham só nas horas vagas, é num piscar de olhos! E alguém de lá quis saber se nós, que os elegemos, concordamos com o aumento? Não, porque a constituição autoriza essa grande sacanagem. E vi na TV, um deputado falando que o aumento é justo pra compensar o prejuízo que tiveram de alguns poucos anos sem aumento. Cinquenta mil reais de verba tava pouco, agora são 60 mil, coitados. Isso fora o salário que é invejável e as muitas gratificações pra tudo, tirando muitos milhões do nosso dinheiro. Acho que meu coração não aguenta por muito tempo.


    Escrito por userID: 498215236395firstName: às 20h58
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    Meu repudiozinho de estimação

    Eu adoro falar mal de pessoas que se acham muito experientes em sexo. As mulheres se acham o máximo, com seus furinhos entre as pernas, falando que sabem levar um homem à loucura. Os homens, é claro, não ficam atrás jurando que são máquinas do prazer. E tem o agravante da idade. Quanto mais idade a pessoa tem, mais ela se acha experiente no assunto. Só se for no assunto mesmo porque na ação não é assim. Vamos fazer de conta que eu vou ter uma relação sexual com uma pessoa mais velha que eu e que se julga muito experiente. Já viveu muitas relações e com isso ganhou a tal experiência. Só que nunca transou comigo e de que vai valer essa experiência? Ela não me conhece e não sabe onde são meus pontos de prazer, não sabe a pressão ideal pra mim, não sabe a velocidade ideal, a posição ideal, não sabe nada de mim! Não adianta ter um histórico de pessoa muito usada, com um furinho usado no meio das pernas porque isso não faz de ninguém um ser experiente. A experiência só é conquistada quando temos relação várias vezes com a mesma pessoa. Aí ficamos experientes nessa pessoa. Isso quando a relação tem diálogos e a liberdade de descobertas a dois senão... Então, não adianta ninguém ficar se achando a própria deusa do prazer porque não é assim. E o bom disso tudo é que quando a gente transa com alguém inédito, a gente volta a ser virgem!


    Escrito por userID: 498215236395firstName: às 00h16
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    A antipatia da gravata

    O que tem de realmente elegante numa gravata? Não entendo o motivo de uma seta enorme indicando onde fica o pinto do usuário ser símbolo de elegância. E isso funciona no mundo inteiro. Milhares de homens são enforcados por esta seta e ainda se julgam terríveis com sua elegância. Nunca descobri quem decide essas coisas. Acho um mistério também a decisão dos estilistas quando determinam que cor a "mulher quer" na próxima estação. Imagino que eles se reúnem numa festinha íntima regada a muita frescura e decidem do nada a cor que "a mulher quer". Posso ser um exemplo de ignorância neste momento mas é isso que penso a respeito desse assunto. E quanto à gravata, espero que eu nunca precise ser enforcado por uma. E eu sei muito bem onde fica meu pinto.


    Escrito por userID: 498215236395firstName: às 20h06
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    O medo é meu e ninguém tem nada com isso

    Tem coisas que a gente escolhe. Sofrer, por exemplo, é uma escolha. O medo também é uma escolha? Eu acho que não. O medo é um instinto de sobrevivência. Graças a esse instinto a gente não pula de uma janela do décimo andar de um prédio porque nosso medo nos alerta que podemos morrer. Outro dia, fui na casa de uma pessoa que tem um cachorro bravo. Quando ela me atendeu, vi que o cachorro estava solto. Eu falei que não iria entrar porque estava com medo e ela me disse que não precisava ter medo do cachorro. Como assim não precisava ter medo? Acho que ninguém acorda num dia, abre a janela e antes de tomar café da manhã decide se naquele dia vai ter medo de rato ou de cobra. No outro dia, decide ter medo de tomar sopa quente! Isso não existe! As fobias tem de ser tratadas mas o medo natural eu acho que não. A pessoa pode escolher enfrentar, aí é diferente. O medo acontece e pronto. E ninguém tem que intrometer e muito menos ficar debochando dos medos alheios. E muito menos ainda me falar que não preciso ter medo! Ele é meu e eu o enfrento só se eu quiser!


    Escrito por userID: 498215236395firstName: às 21h44
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